Fora de prumo F! #14. Fora Dazartes

Um artista urbano grafitou seu muro. E agora: você repinta por cima ou cobra a visitação?

Neste episódio recebemos Caduzão Dazartes (@caduzaodamassa no Twitter) para falar sobre arte de rua, sua relação com o mundo da arte institucional, o impacto social que ela tem e as relações com as estruturas de poder — e claro, suas relações com a arquitetura e a cidade.

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Fora de prumo F! #13. Breath of the Wild

Não é nenhum @PoucoPixel, mas a gente tenta.

Em 2017 o jogo The Legend of Zelda: Breath of the Wild recebeu inúmeras premiações, incluindo o título de “Jogo do Ano” no Game Awards, uma espécie de Oscar do mundo dos jogos eletrônicos. Trata-se, de fato, de uma impressionante experiência de entretenimento eletrônico em um ambiente caracterizado pelo que se costuma chamar de “mundo aberto”. Ao controlar o personagem principal do título, o jogador percorre paisagens, arquiteturas, cidades, atmosferas e memórias distintas: num mundo que não existe, passamos a reconhecer marcos, referências e lembranças internas à trama do jogo, quase como se tivéssemos mesmo feito uma viagem por um lugar existente em nosso mundo material. O que faz desse jogo uma experiência tão interessante? Com o quê ele se comunica? Como ele ativa nossas próprias referências e memórias? E, finalmente, por que há tantas sementes de Koroks espalhadas por aí?

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Fora de prumo F! #12. A roda. Reinventada. Por apenas R$6.000

Com frete grátis e 10% de desconto à vista!

Há algumas semanas, muitos se espantaram com o preço cobrado pela Apple pelo conjunto de 4 rodízios metálicos destinados a servir de suporte ao seu computador Mac Pro. Em sua loja brasileira, a empresa cobra aproximadamente absurdos SETE MIL REAIS pelas quatro rodinhas. O preço original — 700 dólares — também é desanimador quando levamos em conta o fato dessas quatro rodinhas em aço inoxidável serem mais caras que seu principal produto, o iPhone. Muito já se falou sobre isso: foram vários os canais do YouTube, por exemplo, que se dedicaram a comentar o assunto. Goste-se ou não desse valor exorbitante, contudo, ele colabora decisivamente para manter ativo e ainda mais intenso o falatório em torno da companhia — talvez, aliás seja essa uma das razões por trás desse preço. Neste programa partimos dessa discussão para debater de que forma a Apple mobiliza aspectos formais, de exclusividade, de distinção e de “bom design” para vender produtos de consumo de massa cada vez mais caros.

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Fora de prumo F! #11. Autoconstrução

Sonho máximo da modernidade ou pesadelo cotidiano das nossas periferias?

A autoconstrução das residências da população de baixa renda é lida há décadas como um dos indícios mais evidentes de como no Brasil a reprodução da força de trabalho é tarefa relegada à própria classe trabalhadora: na ausência de Estado de Bem-Estar Social, não há qualquer necessidade aos olhos das elites de promover estímulos “gratuitos” para a melhoria da qualidade de vida do imenso exército industrial de reserva. Por outro lado, experiências contra-hegemônicas veem em processos de autoconstrução — como em mutirões — potencialidades de transformação.

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Fora de prumo F! #10. Objetos de desejo

Todo mundo tem um fetiche. Pra todo fetiche tem um produto.

Nesse episódio conversamos a respeito da relação entre o desenvolvimento de um produto e as expectativas que se criam sobre estes. Desejo, alegria, frustração… Estamos preparados para lidar com uma indústria pronta para manipular nossas emoções?

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Fora de prumo F! #9. Lugares de memória difícil

Memória da dor: para que nunca mais aconteça, para nunca mais esquecer.

Certos lugares reúnem em si aspectos simbólicos fortemente impactantes para a memória de determinados grupos: tratam-se de lugares de “memória difícil”, visto que participaram de episódios traumáticos na vida de grupos muitas vezes marginalizados ou em condição de fragilidade institucional. Outros lugares são símbolos de processos de construção de direitos de cidadania, seja por terem sido palco de eventos relevantes para esta construção, seja por sintetizarem certos anseios e desejos de determinados grupos. Outros são ainda difíceis de manejar pois simbolizam a violência dos vencedores da história. Como lidar com esses lugares? Basta conservar sua materialidade? Como sua memorialização pode não se transformar em mera folclorização de suas histórias? Eles têm poder de agência na construção de direitos?

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