Fora de prumo F! #5. Sustentabilidade. Parte I: A queda de atîku

O verde é a cor da natureza, do dinheiro ou de uma bela dor de barriga?

Nos últimos 30 anos o discurso da sustentabilidade vem sendo apresentado, ora com maior intensidade e em espaços hegemônicos, ora de forma mais marginal, como quase uma panaceia para a solução da grave crise ecológica que o ser humano vem enfrentando no planeta que o destino escolheu para ele habitar. “Ser sustentável” se transformou num imperativo quase inquestionável: o verde, afinal, é a cor das florestas que devem ser protegidas, é a cor-símbolo da ecologia e do ambientalismo e é, oportunamente, também a cor do dinheiro e das esmeraldas. Do que se trata afinal o discurso da sustentabilidade? É uma falácia ideológica que mascara a destruição ambiental inerente ao desenvolvimento capitalista ou é uma alternativa inescapável ao crescimento irresponsável de nossos dois últimos séculos? De que forma produtos, mercadorias, objetos, arquiteturas e cidades lidam com essa temática?

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