Fora de prumo F! #10. Objetos de desejo

Todo mundo tem um fetiche. Pra todo fetiche tem um produto.

Nesse episódio conversamos a respeito da relação entre o desenvolvimento de um produto e as expectativas que se criam sobre estes. Desejo, alegria, frustração… Estamos preparados para lidar com uma indústria pronta para manipular nossas emoções?

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Fora de prumo F! #9. Lugares de memória difícil

Memória da dor: para que nunca mais aconteça, para nunca mais esquecer.

Certos lugares reúnem em si aspectos simbólicos fortemente impactantes para a memória de determinados grupos: tratam-se de lugares de “memória difícil”, visto que participaram de episódios traumáticos na vida de grupos muitas vezes marginalizados ou em condição de fragilidade institucional. Outros lugares são símbolos de processos de construção de direitos de cidadania, seja por terem sido palco de eventos relevantes para esta construção, seja por sintetizarem certos anseios e desejos de determinados grupos. Outros são ainda difíceis de manejar pois simbolizam a violência dos vencedores da história. Como lidar com esses lugares? Basta conservar sua materialidade? Como sua memorialização pode não se transformar em mera folclorização de suas histórias? Eles têm poder de agência na construção de direitos?

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Fora de prumo F! #8. Acessibilidade

Acessibilidade como direito básico. Barreiras existentes e objetivos a serem alcançados para além da NBR 9050.

Quais são os conceitos de acessibilidade, de onde eles surgiram e porque são importantes na construção de uma sociedade mais democrática? Com o fortalecimento de grupos que lutam pela inserção cada vez maior de pessoas com necessidades especiais na vida pública (mercado de trabalho, educação, convívio urbano, lazer etc.) temos de nos perguntar o que isto afeta em nossa atuação profissional e como traduzimos em nossas cidades, edificações e design de produtos.

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Fora de prumo F! #7. Copa Fora de Prumo da mobilidade urbana

Que comecem os jogos: em uma disputa acirrada os modais de transporte participam da Copa Fora de Prumo da Mobilidade Urbana

Acompanhando o ritmo de Copa o Fora de prumo avaliou nesse episódio algumas modalidades de transporte urbano: skate, patinete, bicicleta, moto, carro, ônibus e trem/metrô. O ranking foi elaborado de forma imparcial, ou quase imparcial (tá bom, nada imparcial), seguindo os critérios: versatilidade, segurança, impacto ambiental, impacto urbano, acessibilidade, conforto, velocidade, capacidade, custo, liberdade, ludicidade e revolucinariedade. A pontuação foi justificada pelos participantes usuários, não usuários e traumatizados pelos itens avaliados. Quer saber o resultado? Qual modal levou a taça? A VERDADE está aqui!

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Fora de prumo F! #6. Sustentabilidade. Parte 2: da colmeia à geodésica

Após passar uma hora discutindo sobre sustentabilidade e arquitetura no episódio passado, finalmente chegamos na parte da arquitetura.

Na edição F! #5 do Fora de prumo começamos uma conversa sobre as várias dimensões da ideia de sustentabilidade. Apontamos abordagens que a tomam de uma perspectiva positiva, de uma perspectiva negativa e crítica. Falamos sobre ecossocialismo, cosmopolítica, desenvolvimento sustentável, entre outros assuntos. Neste episódio conversamos sobre a problemática da sustentabilidade e dos vários discursos associados a ela no universo da arquitetura: qual o impacto de edifícios e cidades no consumo de recursos naturais? Qua experiências já se promoveram a fim de atacar os problemas ligados à ecologia, às mudanças climáticas e o uso racional de recursos no mundo da arquitetura? Neste episódio falamos de ilhas, abelhas, maçãs, colmeias, geodésicas e fossas.

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Fora de prumo F! #5. Sustentabilidade. Parte I: A queda de atîku

O verde é a cor da natureza, do dinheiro ou de uma bela dor de barriga?

Nos últimos 30 anos o discurso da sustentabilidade vem sendo apresentado, ora com maior intensidade e em espaços hegemônicos, ora de forma mais marginal, como quase uma panaceia para a solução da grave crise ecológica que o ser humano vem enfrentando no planeta que o destino escolheu para ele habitar. “Ser sustentável” se transformou num imperativo quase inquestionável: o verde, afinal, é a cor das florestas que devem ser protegidas, é a cor-símbolo da ecologia e do ambientalismo e é, oportunamente, também a cor do dinheiro e das esmeraldas. Do que se trata afinal o discurso da sustentabilidade? É uma falácia ideológica que mascara a destruição ambiental inerente ao desenvolvimento capitalista ou é uma alternativa inescapável ao crescimento irresponsável de nossos dois últimos séculos? De que forma produtos, mercadorias, objetos, arquiteturas e cidades lidam com essa temática?

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Fora de prumo F! #4. Família tradicional brasileira

Existe uma tradicional família brasileira? E o que a varanda gourmet tem a ver com ela?

O mercado imobiliário tem papel central na definição de como as pessoas moram — ainda que o morar cotidiano tente encontrar brechas nos algoritmos definidos pelas incorporadoras para ficar um pouquinho mais longe das planilhas de Excel e um pouco mais perto da vida real. Varandas gourmet, espaços para garage band, spas e salas de ginástica que ninguém usa: na produção residencial para a classe média e as elites, são muitas as artimanhas do mercado para convencer as pessoas a pagarem cada vez mais por menos. Será que é assim que a arquitetura de mercado aplica o velho chavão “menos é mais”?

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