Fora de prumo F! #8. Acessibilidade

Acessibilidade como direito básico. Barreiras existentes e objetivos a serem alcançados para além da NBR 9050.

Quais são os conceitos de acessibilidade, de onde eles surgiram e porque são importantes na construção de uma sociedade mais democrática? Com o fortalecimento de grupos que lutam pela inserção cada vez maior de pessoas com necessidades especiais na vida pública (mercado de trabalho, educação, convívio urbano, lazer etc.) temos de nos perguntar o que isto afeta em nossa atuação profissional e como traduzimos em nossas cidades, edificações e design de produtos.

Continuar lendo Fora de prumo F! #8. Acessibilidade
Anúncios

Fora de prumo F! #7. Copa Fora de Prumo da mobilidade urbana

Que comecem os jogos: em uma disputa acirrada os modais de transporte participam da Copa Fora de Prumo da Mobilidade Urbana

Acompanhando o ritmo de Copa o Fora de prumo avaliou nesse episódio algumas modalidades de transporte urbano: skate, patinete, bicicleta, moto, carro, ônibus e trem/metrô. O ranking foi elaborado de forma imparcial, ou quase imparcial (tá bom, nada imparcial), seguindo os critérios: versatilidade, segurança, impacto ambiental, impacto urbano, acessibilidade, conforto, velocidade, capacidade, custo, liberdade, ludicidade e revolucinariedade. A pontuação foi justificada pelos participantes usuários, não usuários e traumatizados pelos itens avaliados. Quer saber o resultado? Qual modal levou a taça? A VERDADE está aqui!

Continuar lendo Fora de prumo F! #7. Copa Fora de Prumo da mobilidade urbana

Fora de prumo F! #6. Sustentabilidade. Parte 2: da colmeia à geodésica

Após passar uma hora discutindo sobre sustentabilidade e arquitetura no episódio passado, finalmente chegamos na parte da arquitetura.

Na edição F! #5 do Fora de prumo começamos uma conversa sobre as várias dimensões da ideia de sustentabilidade. Apontamos abordagens que a tomam de uma perspectiva positiva, de uma perspectiva negativa e crítica. Falamos sobre ecossocialismo, cosmopolítica, desenvolvimento sustentável, entre outros assuntos. Neste episódio conversamos sobre a problemática da sustentabilidade e dos vários discursos associados a ela no universo da arquitetura: qual o impacto de edifícios e cidades no consumo de recursos naturais? Qua experiências já se promoveram a fim de atacar os problemas ligados à ecologia, às mudanças climáticas e o uso racional de recursos no mundo da arquitetura? Neste episódio falamos de ilhas, abelhas, maçãs, colmeias, geodésicas e fossas.

Continuar lendo Fora de prumo F! #6. Sustentabilidade. Parte 2: da colmeia à geodésica

Fora de prumo F! #5. Sustentabilidade. Parte I: A queda de atîku

O verde é a cor da natureza, do dinheiro ou de uma bela dor de barriga?

Nos últimos 30 anos o discurso da sustentabilidade vem sendo apresentado, ora com maior intensidade e em espaços hegemônicos, ora de forma mais marginal, como quase uma panaceia para a solução da grave crise ecológica que o ser humano vem enfrentando no planeta que o destino escolheu para ele habitar. “Ser sustentável” se transformou num imperativo quase inquestionável: o verde, afinal, é a cor das florestas que devem ser protegidas, é a cor-símbolo da ecologia e do ambientalismo e é, oportunamente, também a cor do dinheiro e das esmeraldas. Do que se trata afinal o discurso da sustentabilidade? É uma falácia ideológica que mascara a destruição ambiental inerente ao desenvolvimento capitalista ou é uma alternativa inescapável ao crescimento irresponsável de nossos dois últimos séculos? De que forma produtos, mercadorias, objetos, arquiteturas e cidades lidam com essa temática?

Continuar lendo Fora de prumo F! #5. Sustentabilidade. Parte I: A queda de atîku

Fora de prumo F! #4. Família tradicional brasileira

Existe uma tradicional família brasileira? E o que a varanda gourmet tem a ver com ela?

O mercado imobiliário tem papel central na definição de como as pessoas moram — ainda que o morar cotidiano tente encontrar brechas nos algoritmos definidos pelas incorporadoras para ficar um pouquinho mais longe das planilhas de Excel e um pouco mais perto da vida real. Varandas gourmet, espaços para garage band, spas e salas de ginástica que ninguém usa: na produção residencial para a classe média e as elites, são muitas as artimanhas do mercado para convencer as pessoas a pagarem cada vez mais por menos. Será que é assim que a arquitetura de mercado aplica o velho chavão “menos é mais”?

Continuar lendo Fora de prumo F! #4. Família tradicional brasileira

Fora de prumo F! #3. Heróis ou ameaças?

A arquitetura, o urbanismo e o design ajudam a promover mudanças sociais?

Em 1926 o arquiteto Le Corbusier lançava uma pergunta ao mundo: “Arquitetura ou revolução?” Sua resposta (“arquitetura”, naturalmente) sugeria que os efeitos da prática da disciplina no meio social contribuiriam para esforços de reforma social e política. Neste caso, sem recorrer à revolução, os arquitetos contribuiriam à formulação de uma nova ordem social atuando diretamente no projeto de novos espaços, produtos e cidades. O mestre franco-suíço explicitava seu posicionamento político (afeito à ordem e contrário a rupturas radicais) e a dimensão ideológica de sua arquitetura. Por outro lado, anos mais tarde, a geração de arquitetos liderada por Vilanova Artigas no Brasil bradava pela discussão da função social da arquitetura, colaborando para a construção de um espírito social mais progressista e eventualmente até revolucionário. Na França, seus contemporâneos ligados ao situacionismo, contudo, desconfiavam do papel ideológico da arquitetura e negavam qualquer possibilidade de transformação pela via da produção arquitetônica. Independente da vertente política e teórica, contudo, o tema da “função social da arquitetura” (ou do design e do urbanismo) foi recorrente ao longo do século XX. Que efeitos essa discussão tem hoje? Qual seu legado? As práticas projetuais, afinal, são ameaças ou oportunidades de transformação?

Continuar lendo Fora de prumo F! #3. Heróis ou ameaças?

Fora de prumo F! #2. Funcional, não funcional, além do funcional

A arquitetura precisa funcionar, disfuncionar ou algo além de funcionar?

No fim do século XIX o arquiteto Louis Sullivan, tradicionalmente associado à Escola de Chicago, cunhou a expressão “a forma segue a função”. Desde então, o lema se transformou em grito de guerra para uma ética do projeto de pretensões modernizadoras e totalizantes. Anos mais tarde Adolf Loos associaria todo ornamento ao delito (“A evolução da cultura caminha junto com a eliminação do ornamento dos objetos úteis”) e o clássico Mies van der Rohe diria que “menos é mais”. Já nos anos 60, contudo, jovens arquitetos respondiam à sugestão de que “less is more” com “less is a bore”: o casal Venturi e Scott Brown, em particular, explorava aspectos semióticos dos edifícios que contradiziam as supostas associações entre forma e função. Mais de um século após Sullivan, esse debate ainda faz sentido?

Continuar lendo Fora de prumo F! #2. Funcional, não funcional, além do funcional