Fora de prumo F! #2. Funcional, não funcional, além do funcional

A arquitetura precisa funcionar, disfuncionar ou algo além de funcionar?

No fim do século XIX o arquiteto Louis Sullivan, tradicionalmente associado à Escola de Chicago, cunhou a expressão “a forma segue a função”. Desde então, o lema se transformou em grito de guerra para uma ética do projeto de pretensões modernizadoras e totalizantes. Anos mais tarde Adolf Loos associaria todo ornamento ao delito (“A evolução da cultura caminha junto com a eliminação do ornamento dos objetos úteis”) e o clássico Mies van der Rohe diria que “menos é mais”. Já nos anos 60, contudo, jovens arquitetos respondiam à sugestão de que “less is more” com “less is a bore”: o casal Venturi e Scott Brown, em particular, explorava aspectos semióticos dos edifícios que contradiziam as supostas associações entre forma e função. Mais de um século após Sullivan, esse debate ainda faz sentido?

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Fora de prumo F! #1. A maldição de Brunelleschi

Como o papel desse arquiteto na construção da Basílica de Florença impacta a profissão até hoje?

Filippo Brunelleschi é considerado o pai da moderna concepção de arquitetura: sua obra simboliza um momento de inflexão na prática arquitetônica, sedimentando a figura de um criador individual cujo desenho comanda o trabalho dos construtores. Além disso, também sedimenta a representação do arquiteto como gênio individual, criador absoluto e total da obra arquitetônica. Que efeitos essa mobilização de sua figura ainda influenciam a prática contemporânea? O arquiteto ainda é esse gênio individual, acima do bem e do mal? E, afinal, Brunelleschi seria o primeiro starchitect da história?

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