F! #6b. DROPS: Universidades sob ataque

O que está por trás dos ataques a uma instituição que preza pela tolerância, urbanidade e contato com a alteridade?

Primeiro, atacaram os cursos e programas de sociologia e filosofia. Depois, todas as Humanidades. Então, atacaram a universidade inteira.

O presidente da República, Jair Bolsonaro e seu ministro da Educação, Abraham Weintraub, vêm promovendo sistemáticos ataques à livre produção de conhecimento e ao ambiente universitário. Baseados em falácias, em notícias falsas e — em grande medida — em pura maldade, ambos ameaçaram promover intensos cortes no financiamento público das universidades. Neste programa discutimos em particular a relevância das pesquisas nas áreas de arquitetura e urbanismo e da importância da universidade como um todo. Além disso, abrimos nossos corações: relatamos como a experiência universitária transformou nossas vidas — e entendemos que ela deva continuar transformando mais e mais vidas, cumprindo sua imprescindível função social. Neste Drops nós nos somamos à mobilização nacional em defesa do conhecimento e da universidade, a favor da democracia e dos direitos sociais.

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F! #5b. DROPS: Educação à distância

Qual é a distância segura a se manter de um professor para não ser influenciado por ele?

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) anunciou recentemente que não aceitará o registro profissional de bacharéis em Arquitetura e Urbanismo cujos diplomas tenham sido obtidos em cursos oferecidos na forma de educação à distância (EaD). Nesse drops discutimos as potencialidades e os limites dessa e de outras formas de ensino e formação profissional: qual o papel do espaço de ensino na construção de valores de tolerância, alteridade e empatia nos futuros arquitetos? De que forma conciliar processos de pesquisa e de extensão universitária em cursos oferecidos à distância? E, finalmente: é preciso se formar em uma faculdade para exercer a profissão?

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F! #4b. DROPS: Grafite vs. Prefeitop

“Apagaram tudo, pintaram tudo de cinza, só ficou no muro, tristeza e tinta fresca.”

(Marisa Monte, Gentileza)

Em fevereiro de 2019 o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo condenou a Prefeitura da capital e o seu ex-prefeito João Dória a pagarem uma indenização em função da remoção dos grafites e das pinturas murais localizadas no eixo da avenida 23 de Maio, uma das principais artérias viárias da cidade, que conecta o Centro de São Paulo à Zona Sul. Na sentença do juiz Adriano Laroca o apagamento das pinturas foi considerado uma agressão ao patrimônio cultural da cidade de São Paulo — e em particular à prática do grafite, que foi considerada pela magistrado uma forma de patrimônio imaterial do município. De fato, o grafite e outras artes urbanas podem ser consideradas “portadoras de referência à identidade, memória e ação” de grupos formadores da sociedade brasileira, conforme prega o artigo 216 da Constituição Federal, qualificando-as como bem cultural. A sentença se revela excepcionalmente progressista, no entanto, por apontar inclusive a omissão da prefeitura e de seus órgãos de preservação do patrimônio em reconhecer tal patrimônio e em fiscalizar sua salvaguarda. Em função do episódio, conversamos sobre as artes urbanas, as expressões de diferentes grupos no cotidiano da cidade, as políticas de reconhecimento de bens culturais e seus limites e desafios.

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F! 3b. DROPS: Um High Line tropical?

Afinal, por que chama “Minhocão” se ele não é subterrâneo?

Em fevereiro de 2019 veio a público o mais recente projeto de intervenção no Elevado João Goulart, artéria das mais importantes na rede rodoviária de São Paulo. Mais conhecido pela popular alcunha de “Minhocão”, o elevado — que originalmente homenageava um dos ditadores do Regime Militar, o general Costa e Silva — foi construído durante a primeira gestão de Paulo Maluf como prefeito da cidade de São Paulo nos anos 1960 e desde então acumula polêmicas e debates: apontado como uma fissura e cicatriz urbana por muitos urbanistas, que o consideram símbolo de uma cidade voltada exclusivamente para o automóvel, trata-se de um elemento urbano que teria colaborado com a queda dos preços da terra nos bairros que ele corta e com a sua suposta “degradação”. Alvo de inúmeros projetos de intervenção nunca implantados e de uma contínua discussão em torno de sua demolição ou de sua transformação em parque, o destino de ao menos um dos trechos do Minhocão parece ter sido definitivamente alterado para uma estrutura de parque aéreo com a divulgação do mais recente projeto da Prefeitura. Seria o Minhocão nossa versão tropical do famoso High Line de Nova Iorque?

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F! #2b. DROPS: A•na•ti•da•e•fo•bi•a

Seguindo nossa conversa do episódio anterior, tentamos desbravar a selva das funções simbólicas em arquitetura, urbanismo e design.

Continuando a conversa iniciada no episódio F! #2 do Fora de prumo, neste programa falamos sobre a famosa tese do casal Robert Venturi e Denise Scott-Brown de que as arquiteturas podem ser divididas em dois grandes grupos: de um lado, as arquiteturas-pato, de outro, os galpões decorados. Drops sobre design que deu errado, design que deu certo mas deu errado, design que nem queria dar certo e a semântica na arquitetura.

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F! #1b. DROPS: Maquetes, máquinas e magnatas

Tentamos responder a uma mensagem da nossa amiga Letícia, mas falhamos miseravelmente.

Deveríamos ter respondido a um comentário sobre o papel dos modelos na solução de problemas arquitetônicos, mas acabamos falando sobre robôs, reforma trabalhista, Elon Musk e a possibilidade de implantarmos o fully automated space gay luxury communism.

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