Fora de prumo F! #29. Interpretando “Contra a interpretação”

Somente as pessoas muito superficiais não julgam pelas aparências.

Interpretar, resenhar, explicar. Em vez de simplesmente apreciar experiências estéticas, somos impelidos a tentar encontrar uma razão — um sentido, um significado, uma explicação — para elas, como se não pudéssemos suportar que tais objetos simplesmente existam sem que sejam classificados ou dotados de um fundamento intelectual ou de utilidade moral. Susan Sontag, ainda que crie algumas armadilhas ao mesmo tempo em que tenta desarmar outras, nos ajuda a pensar na dicotomia forma–conteúdo em que muitos de nós ainda estamos presos e nos provoca para a possibilidade de julgar as coisas apenas pelas suas aparências.

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Fora de prumo F! #27. Notas sobre Notas sobre o camp

Não é uma lâmpada. É uma “lâmpada”.

Em 1964 a crítica e ensaísta estadunidense Susan Sontag publicou o texto “Notes on Camp” (“Notas sobre o Camp”) — um verdadeiro clássico instantâneo sobre um assunto que a própria autora ajudou a definir e, em certo sentido, a inaugurar, ainda que se trate de algo que esteja entre nós há muito tempo. Para a autora, o camp é uma sensibilidade associada a uma espécie de exuberância e indiscrição exagerada, próxima do cafona e do kitsch, ainda que distinta. Para além disso, no entanto, o texto apresenta um subtexto político e estético bastante complexo e relevante: ao falar dessa sensibilidade particular, Sontag questiona a hegemonia estética heteronormativa vigente em seu país naquele início de anos 1960. Nesse programa discutimos o camp e suas implicações em nosso mundo.

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