Miniconto F! #6

Qual a tarefa do tempo presente? Desviar nossa trajetória acelerada à barbárie, à catástrofe, ao colapso.

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Miniconto F! #3

Camarada, você já devia saber. Primeiro você se posiciona. Depois você descreve o que vê a partir deste ponto de vista. Depois você destrói o que não está de acordo com esta perspectiva. Depois você ergue o novo. Depois começa tudo de novo.

A revolução é permanente. Tem que ser. Ou dá no que deu por aí.

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Miniconto F! #2

A grana hoje mora nesses prédios de vidro.
Quem teve essa ideia tava com o que na cabeça?
Um diamante? O sapatinho da Cinderela?

O reflexo ao sol oprime
não só olhos, também a clareza
da mente que se recusa a aceitar que é assim que funciona.

Como deve ser lá dentro?
Gravatas e saltos maximizando lucros.
E é só? Pra isso que serve essa bijuteria?

Uma vidraça se estilhaça.
Foi uma pedra.
Eu a arremessei?

Texto escrito por Angelo Regis em fevereiro de 2019 e lido no episódio F! #2 do Fora de prumo.

Miniconto F! #1

São Paulo, Perdizes, condomínio de apartamentos. O jardim impressiona pelo paisagismo. Há uma “piscina” de carpas.

Por que uma “piscina” de carpas? Estética, apenas? Demonstração de poder? Opulência? Qual o sentido da piscina de carpas? Me faz pensar no divórcio ser humano–natureza. E a arquitetura é só mais um fator nesse divórcio. O espaço precisa ser humanizado.

Por isso carpas e plantas devem estar confinadas, dominadas.


Miniconto escrito por Angelo Regis em fevereiro de 2019 e lido no episódio F! #1 do Fora de prumo.