Fora de prumo F! #14. Fora Dazartes

Um artista urbano grafitou seu muro. E agora: você repinta por cima ou cobra a visitação?

Neste episódio recebemos Caduzão Dazartes (@caduzaodamassa no Twitter) para falar sobre arte de rua, sua relação com o mundo da arte institucional, o impacto social que ela tem e as relações com as estruturas de poder — e claro, suas relações com a arquitetura e a cidade.

OUÇA AQUI!

Continuar lendo Fora de prumo F! #14. Fora Dazartes

F! #4b. DROPS: Grafite vs. Prefeitop

“Apagaram tudo, pintaram tudo de cinza, só ficou no muro, tristeza e tinta fresca.”

(Marisa Monte, Gentileza)

Em fevereiro de 2019 o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo condenou a Prefeitura da capital e o seu ex-prefeito João Dória a pagarem uma indenização em função da remoção dos grafites e das pinturas murais localizadas no eixo da avenida 23 de Maio, uma das principais artérias viárias da cidade, que conecta o Centro de São Paulo à Zona Sul. Na sentença do juiz Adriano Laroca o apagamento das pinturas foi considerado uma agressão ao patrimônio cultural da cidade de São Paulo — e em particular à prática do grafite, que foi considerada pela magistrado uma forma de patrimônio imaterial do município. De fato, o grafite e outras artes urbanas podem ser consideradas “portadoras de referência à identidade, memória e ação” de grupos formadores da sociedade brasileira, conforme prega o artigo 216 da Constituição Federal, qualificando-as como bem cultural. A sentença se revela excepcionalmente progressista, no entanto, por apontar inclusive a omissão da prefeitura e de seus órgãos de preservação do patrimônio em reconhecer tal patrimônio e em fiscalizar sua salvaguarda. Em função do episódio, conversamos sobre as artes urbanas, as expressões de diferentes grupos no cotidiano da cidade, as políticas de reconhecimento de bens culturais e seus limites e desafios.

Continuar lendo F! #4b. DROPS: Grafite vs. Prefeitop