Fora de prumo F! #17. Gosto não se discute

Existe boa arquitetura?

É comum no nosso dia a dia nos metermos em discussões sobre as diferenças de gostos que temos com outras pessoas. Arquitetos e clientes, então, nem se fala: que profissional nunca teve de defender uma proposta diante de uma audiência bastante cética em relação às suas escolhas estéticas? Neste programa vamos tentar explorar esse elemento que — pode não parecer — é fundamental para nossas decisões cotidianas: o gosto. O que forma o gosto de uma pessoa? Ou melhor: o que forma os gostos das diferentes classes sociais? E o que acadêmicos dizem a respeito?

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Fora de prumo F! #16. Make Architecture Beautiful Again

Quando o brutalismo é proibido por decreto.

Em dezembro de 2020 foi assinado por Donald Trump, então ainda Presidente dos EUA, um decreto federal que recomendava o uso de arquiteturas de características clássicas nos novos edifícios federais estadunidenses, bem como impunha fortes restrições às arquiteturas associadas ao modernismo ou a vertentes contemporâneas. A minuta do decreto havia vazado em fevereiro e desde então fora recebida com doses tanto de escárnio quanto de indignação: por um lado, não foi levada a sério, por outro, logo surgiram associações entre regimes autoritários e o recurso a estéticas classicizantes — associação possível, ainda que problemática. Discutimos neste programa as relações entre a arquitetura, propaganda e poder.

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Fora de prumo F! #15. Complexo de tucano

Quem precisa de ginásio quando se pode ter mais uma praça de alimentação?

Nas últimas semanas a recusa do Condephaat (órgão estadual de preservação em São Paulo) em acolher um pedido de abertura de processo de tombamento do Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães reverberou nas redes sociais e mobilizou ativistas, esportistas, arquitetos e entusiastas do patrimônio cultural em função do desejo do governo do Estado em conceder o complexo à iniciativa privada e construir ali um shopping center. Trata-se, afinal, de um projeto em grande medida viciado, pouco transparente e repleto de indícios de promiscuidades entre o público e o privado que podem, ao fim e ao cabo, destruir um dos poucos resquícios que temos em São Paulo de uma arquitetura pública de bem estar social. Neste programa nos juntamos às muitas iniciativas que repudiam tal ataque ao espaço público e discutimos o que parece ser mais um caso de privataria tucana.

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F! Um convite pra vocês

Convidamos vocês para assistirem ao seminário Políticas Habitacionais e Desenvolvimento Urbano, que transmitiremos ao vivo em nosso canal no YouTube! Essa é uma colaboração que fizemos com o pessoal do comitê de voluntários do bairro de Pinheiros para a campanha de Guilherme Boulos e Luiza Erundina à Prefeitura de São Paulo.

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Fora de prumo F! #14. Fora Dazartes

Um artista urbano grafitou seu muro. E agora: você repinta por cima ou cobra a visitação?

Neste episódio recebemos Caduzão Dazartes (@caduzaodamassa no Twitter) para falar sobre arte de rua, sua relação com o mundo da arte institucional, o impacto social que ela tem e as relações com as estruturas de poder — e claro, suas relações com a arquitetura e a cidade.

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Fora de prumo F! #13. Breath of the Wild

Não é nenhum @PoucoPixel, mas a gente tenta.

Em 2017 o jogo The Legend of Zelda: Breath of the Wild recebeu inúmeras premiações, incluindo o título de “Jogo do Ano” no Game Awards, uma espécie de Oscar do mundo dos jogos eletrônicos. Trata-se, de fato, de uma impressionante experiência de entretenimento eletrônico em um ambiente caracterizado pelo que se costuma chamar de “mundo aberto”. Ao controlar o personagem principal do título, o jogador percorre paisagens, arquiteturas, cidades, atmosferas e memórias distintas: num mundo que não existe, passamos a reconhecer marcos, referências e lembranças internas à trama do jogo, quase como se tivéssemos mesmo feito uma viagem por um lugar existente em nosso mundo material. O que faz desse jogo uma experiência tão interessante? Com o quê ele se comunica? Como ele ativa nossas próprias referências e memórias? E, finalmente, por que há tantas sementes de Koroks espalhadas por aí?

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